quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Marteli Birgona



Martelo Birgona - Lenine




Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço

Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo

Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna

Vou certo
De estar no caminho
Desperto.

Achei esse video muito fofinho!!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Se...

“Se o mundo fosse um pouco mais pequeno, talvez se eu fosse um pouco mais crescida, ou se tu fosses um pouco mais corajoso, tudo fosse um pouco diferente.”


Não sei quem escreveu ...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que detesto em ti...

O que detesto em ti
É a forma como invade minha vida
Bagunça meus pensamentos
Me enche de ilusões

O que detesto é ti
É o teu poder de me fascinar
De me fazer acreditar
Que isso vai mudar

O que detesto em ti
E a tua ignorância
O teu ceticismo
Diante da simplicidade

O que eu detesto em ti
É a forma que desperta meu interesse
Aguça minha curiosidade
Que me hipnotiza

O que detesto em ti
É a forma que meche com meus sentimentos
É como consegue fazer com que eu me sinta
Bonita, alegre, divertida...

Enfim...
O que detesto em ti
É te adorar.


Roberta Leticia Nascimento

sábado, 25 de setembro de 2010

"...Mas o meu principal está sempre escondido. Sou implícita..."

“Estou dentro dos grandes sonhos da noite: pois o agora-já é de noite. E canto a passagem do tempo: sou ainda a rainha dos medas e dos persas e sou também a minha lenta evolução que se lança como uma ponte levadiça em um futuro cujas névoas leitosas já respiro hoje. Minha aura é mistério de vida. Eu me ultrapasso abdicando de mim e então sou o mundo: sigo a voz do mundo, eu mesma de súbito com voz única.
O mundo: um emaranhado de fios teleféricos em eriçamento. E a luminosidade no entanto obscura: esta sou eu diante do mundo.
Equilíbrio perigoso, o meu, o perigo de morte de alma. A noite de hoje me olha com entorpecimento, azinhavre e visco. Quero dentro dessa noite que é mais longe que a vida, quero, dentro desta noite, vida crua e sangrenta e cheia de saliva. Quero a seguinte palavra: esplendidez, esplendidez é a fruta na sua suculência, fruta sem tristeza. Quero lonjuras. Minha selvagem intuição de mim mesma. Mas o meu principal está sempre escondido. Sou implícita. E quando vou me explicar perco a úmida intimidade.”

Clarice Lispector 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu sou Egoísta!

Artista: Raul Seixas
Album: Other
Música: Eu Sou Egoísta.


Se você acha que tem pouca sorte 
Se lhe preocupa a doença ou a morte 
Se você sente receio do inferno 
Do fogo eterno, de Deus, do mal 
Eu sou estrela no abismo do espaço 
O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço 
Onde eu tô não há bicho-papão 
Eu vou sempre avante no nada infinito 
Flamejando meu rock, o meu grito 
Minha espada é a guitarra na mão 
Se o que você quer em sua vida é só paz 
Muitas doçuras, seu nome em cartaz 
E fica arretado se o açúcar demora 
E você chora, cê reza, cê pede... implora... 
Enquanto eu provo sempre o vinagre e o vinho 
Eu quero é ter tentação no caminho 
Pois o homem é o exercício que faz 
Eu sei... sei que o mais puro gosto do mel 
É apenas defeito do fel 
E que a guerra é produto da paz 
O que eu como a prato pleno 
Bem pode ser o seu veneno 
Mas como você vai saber... sem tentar? 
Se você acha o que eu digo fascista 
Mista, simplista ou anti-socialista 
Eu admito, você tá na pista 
Eu sou ista, eu sou ego 
Eu sou ista, eu sou ego 
Eu sou egoísta 
Por que não...

Além das aparências.

“Ele era gago, vesgo e mancava de uma perna e daí?
Era gostoso, inteligente e tinha uma boca linda sabia dizer coisas belas em horas estranhas e chorava quando se sentia completamente feliz.”

- Martha Medeiros, no livro “Poesia Reunida”